MARILYN MONROE
- Pequena Biografia - Parte 2
Nas primeiras horas da madrugada do dia
5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta no quarto de sua casa
em Los Angeles pelo seu psiquiatra Ralph Greenson, que havia sido chamado pela
empregada Eunice Murray, que estava dormindo no emprego e acordou às 3 da
madrugada, sentindo que algo estava errado, pois havia luz debaixo da porta do
quarto de Monroe, mas ela não obteve resposta quando a chamou e encontrou a porta
trancada. A morte foi confirmada
oficialmente pelo médico Hyman Engelberg às 03:50h, notificando às 04:25 o
Departamento de Polícia de Los Angeles, Monroe tinha 36 anos. Foi estimado que
ela houvesse morrido entre as 20:30 e 22:30, sendo que a análise toxicológica
concluiu que a causa da sua morte foi intoxicação por barbitúricos. A possibilidade de Monroe ter tido uma
overdose acidental foi descartada, pois as dosagens encontradas no seu corpo de
8mg de hidrato de cloral e 13mg de pentobarbital no fígado, estavam várias
vezes acima do limite letal, e ainda havia vários frascos vazios desses
medicamentos ao lado da cama. Devido a esses fatos e à falta de qualquer
indício de crime, a sua morte foi classificada como um provável suicídio. A
morte inesperada de Marilyn foi notícia de primeira página nos Estados Unidos e
na Europa. De acordo com a autora Lois Banner, a taxa de suicídios em Los
Angeles triplicou após a notícia da morte da atriz. O escritor francês Jean
Cocteau comentou que o falecimento da
atriz "deveria servir como uma terrível lição a todos aqueles cuja
ocupação é composta por espionar e atormentar a vida das estrelas de
cinema". Laurence Olivier que trabalhou com ela em Bus Stop, a considerou
como a "maior vítima do sensacionalismo, e uma das pessoas menos
valorizadas do mundo ".
Seu funeral foi realizado em 8 de agosto de 1962 no
Cemitério Parque Memorial Westwood Village fechado ao público para o
comparecimento apenas de amigos próximos.
No mesmo dia, milhares de espectadores lotaram as ruas ao redor do cemitério.
Monroe foi enterrada na cripta número vinte e quatro no Corredor de Memórias.
Embora a sua morte seja considerada como um provável suicídio, várias teorias
conspiratórias apareceram nas décadas seguintes à sua morte, incluindo assassinato.
As especulações de homicídio ganharam a atenção da mídia com a publicação do
livro Marilyn A Biografia de 1973 do escritor
Norman Mailer. Devido a este livro a justiça de Los Angeles foi obrigada
a realizar uma investigação liminar em 1982, no entanto nenhuma evidência de
crime foi encontrada. Contudo, mesmo após as investigações não provarem nada,
umas das mais conhecidas teorias apareceu novamente em 2014, no Livro Murder of
Marilyn Moroe: Case Closed, onde coloca Robert F. Kennedy irmão do Presidente
como autor do crime como forma de queima de arquivo, para que a atriz não
revelasse segredos dele e do irmão John F Kennedy. De acordo com os autores do
livro, a morte de Monroe teria sido causada por uma injeção letal no coração, e
tendo a participação do Psiquiatra dela e do ator Peter Lawford, que na época
era cunhado dos Kennedy.
A popularidade duradoura de Monroe está
ligada à sua imagem pública em conflito. Por um lado continua sendo considerada
um sex symbol, ícone de beleza e
uma das mais famosas estrelas de Hollywood, por outro também é lembrada por sua
vida pessoal conturbada, infância instável, luta pelo reconhecimento artístico
e sua morte e as teorias conspiratórias que a rodeiam. O crítico literário e de
cinema Jonathan Rosenbaum afirmou que "Monroe sutilmente revertia o
conteúdo sexista dos seus trabalhos" e que "a dificuldade que algumas
pessoas têm em reconhecer ela como atriz é enraizada na ideologia de uma época
repressiva, quando as mulheres super femininas não deveriam ser
inteligentes".
Conforme preceitua-se o livro “Guia para
a Cultura Popular dos Estados Unidos (The Guide to EUA Popular Culture),
existem poucos rivais de Monroe em popularidade no solo Americano, incluindo
Elvis e Mickey Mouse. Em 2012, no aniversário de cinqüenta anos de sua morte, a
sua imagem foi usada nos cartazes promocionais do Festival de Cannes, apesar do fato de nunca ter freqüentado a
cerimônia e apenas um de seus filmes, All About Eve de 1950, ter sido exibido
neste Festival.
Devido ao contraste entre seu estrelato e sua vida
pessoal conturbada, Monroe está intimamente ligada às discussões mais amplas
sobre fenômenos modernos, tais como meios de comunicação social, cultura do
consumo e a fama. Monroe também continua sendo uma marca valiosa; a sua imagem
e nome foram licenciados para centenas de produtos, e tem sido destaque em
publicidades para corporações multinacionais, como Max Factor, Mercedes-Benz,
Microsoft e Vodka Absolut. Nenhuma outra estrela já inspirou uma vasta gama de
emoções em todo mundo — da luxúria à piedade, da inveja ao remorso, como
Marilyn Monroe. Ela continua sendo um dos maiores ícones da cultura popular do
século XX.












Nenhum comentário:
Postar um comentário