segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

MARILYN  MONROE  -  Pequena Biografia - Parte 2









Nas primeiras horas da madrugada do dia 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta no quarto de sua casa em Los Angeles pelo seu psiquiatra Ralph Greenson, que havia sido chamado pela empregada Eunice Murray, que estava dormindo no emprego e acordou às 3 da madrugada, sentindo que algo estava errado, pois havia luz debaixo da porta do quarto de Monroe, mas ela não obteve resposta quando a chamou e encontrou a porta trancada. A morte foi confirmada oficialmente pelo médico Hyman Engelberg às 03:50h, notificando às 04:25 o Departamento de Polícia de Los Angeles, Monroe tinha 36 anos. Foi estimado que ela houvesse morrido entre as 20:30 e 22:30, sendo que a análise toxicológica concluiu que a causa da sua morte foi intoxicação por barbitúricos. A possibilidade de Monroe ter tido uma overdose acidental foi descartada, pois as dosagens encontradas no seu corpo de 8mg de hidrato de cloral e 13mg de pentobarbital no fígado, estavam várias vezes acima do limite letal, e ainda havia vários frascos vazios desses medicamentos ao lado da cama. Devido a esses fatos e à falta de qualquer indício de crime, a sua morte foi classificada como um provável suicídio. A morte inesperada de Marilyn foi notícia de primeira página nos Estados Unidos e na Europa. De acordo com a autora Lois Banner, a taxa de suicídios em Los Angeles triplicou após a notícia da morte da atriz. O escritor francês Jean Cocteau comentou que o falecimento da atriz "deveria servir como uma terrível lição a todos aqueles cuja ocupação é composta por espionar e atormentar a vida das estrelas de cinema". Laurence Olivier que trabalhou com ela em Bus Stop, a considerou como a "maior vítima do sensacionalismo, e uma das pessoas menos valorizadas do mundo ".  


Seu funeral foi realizado em 8 de agosto de 1962 no Cemitério Parque Memorial Westwood Village fechado ao público para o comparecimento apenas de amigos próximos.  No mesmo dia, milhares de espectadores lotaram as ruas ao redor do cemitério. Monroe foi enterrada na cripta número vinte e quatro no Corredor de Memórias. Embora a sua morte seja considerada como um provável suicídio, várias teorias conspiratórias apareceram nas décadas seguintes à sua morte, incluindo assassinato. As especulações de homicídio ganharam a atenção da mídia com a publicação do livro Marilyn A Biografia de 1973 do escritor  Norman Mailer. Devido a este livro a justiça de Los Angeles foi obrigada a realizar uma investigação liminar em 1982, no entanto nenhuma evidência de crime foi encontrada. Contudo, mesmo após as investigações não provarem nada, umas das mais conhecidas teorias apareceu novamente em 2014, no Livro Murder of Marilyn Moroe: Case Closed, onde coloca Robert F. Kennedy irmão do Presidente como autor do crime como forma de queima de arquivo, para que a atriz não revelasse segredos dele e do irmão John F Kennedy. De acordo com os autores do livro, a morte de Monroe teria sido causada por uma injeção letal no coração, e tendo a participação do Psiquiatra dela e do ator Peter Lawford, que na época era cunhado dos Kennedy.


A popularidade duradoura de Monroe está ligada à sua imagem pública em conflito. Por um lado continua sendo considerada um sex symbol, ícone de beleza e uma das mais famosas estrelas de Hollywood, por outro também é lembrada por sua vida pessoal conturbada, infância instável, luta pelo reconhecimento artístico e sua morte e as teorias conspiratórias que a rodeiam. O crítico literário e de cinema Jonathan Rosenbaum afirmou que "Monroe sutilmente revertia o conteúdo sexista dos seus trabalhos" e que "a dificuldade que algumas pessoas têm em reconhecer ela como atriz é enraizada na ideologia de uma época repressiva, quando as mulheres super femininas não deveriam ser inteligentes".

Conforme preceitua-se o livro “Guia para a Cultura Popular dos Estados Unidos (The Guide to EUA Popular Culture), existem poucos rivais de Monroe em popularidade no solo Americano, incluindo Elvis e Mickey Mouse. Em 2012, no aniversário de cinqüenta anos de sua morte, a sua imagem foi usada nos cartazes promocionais do Festival de Cannes,  apesar do fato de nunca ter freqüentado a cerimônia e apenas um de seus filmes, All About Eve de 1950, ter sido exibido neste Festival.

Devido ao contraste entre seu estrelato e sua vida pessoal conturbada, Monroe está intimamente ligada às discussões mais amplas sobre fenômenos modernos, tais como meios de comunicação social, cultura do consumo e a fama. Monroe também continua sendo uma marca valiosa; a sua imagem e nome foram licenciados para centenas de produtos, e tem sido destaque em publicidades para corporações multinacionais, como Max Factor, Mercedes-Benz, Microsoft e Vodka Absolut. Nenhuma outra estrela já inspirou uma vasta gama de emoções em todo mundo — da luxúria à piedade, da inveja ao remorso, como Marilyn Monroe. Ela continua sendo um dos maiores ícones da cultura popular do século XX.  

 ;

Fonte: Wikipédia Brasil - Google; Retalhos e Edição do Autor



Nenhum comentário:

Postar um comentário